terça-feira, 1 de agosto de 2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

FIB 2017 - Liam!

Eu ainda não escrevi aqui sobre o Benicassim e temo que se eu não o fizer logo, vai sumir da minha cabecinha. Apesar de eu considerar tudo inesquecível, as coisas boas somem da minha cabeça (aaaah vá).

Eu não sou uma pessoa louca por festivais, muito pelo contrário, pra mim é como uma micareta onde as pessoas não levam as bandas a sério e estão lá pelo desfile de moda, coroa de flor e glitter na cara. (sou velha, eu sei). Então, pra mim, ver um festival com Ride, Liam Gallagher e Kasabian foi um misto de alegria (de ver todo mundo num evento só) com desespero (festivaaaais, argh). Mas tudo bem, eu não ia desistir de ver bandas que eu amo por causa de adolescente né.

Tudo começou (há um tempo atrás na ilha do sooool) na quarta (12), quando eu estava arrumando a mala e fazendo um Hangouts com a Ana. Ela me perguntou “vc vai atrás do Liam no hotel?” e eu nem tinha considerado isso antes. Respondi “não, não, eu já vi ele uma vez, tô de boa” porque foi o que eu sempre pensei, mas no fundo da minha mente fiquei “hhhmmm, seráááá”. Porque aqui não é tão comum ter gente no hotel, então estaria vazio, e a chance seria maior. Será?
Peguei a estrada na quinta (13), primeiro dia de festival. Benicassim é uma praia de Castellón (pensa em Ilhabela que é dentro de São Sebastião), e são 4 horas de estrada de Madri até Castellón.
Cheguei no AirBnb lá pelas 13h, botei um biquini, desfiz a mala (nessa ordem) e fui pra praia (eeeeee!!!). O primeiro show que eu queria ver era Ride, às 20h50 acho haha.
Voltei e fui pro festival. Um trânsito filhodaputa até Benicassim, já que todo mundo tava indo pra lá, fila pra pegar a pulseira, fila pra entrar, cheguei em cima da hora. O show foi lindo, incrível, foi a piração que eu imaginei... mas que público mala do caralho que não calava a boca. Quer me tirar do sério é conversar em show. PUTAQUEPARIU. Como diz meu irmão, “quer conversar vai na Hebe”, acho um desrespeito. Enfim. Fiquei dando banda, assisti Courteeners e Jesus and Mary Chain, que fechava aquela noite (acho?). Pra voltar, uma fila ABSURDAMENTE GRANDE pra pegar o táxi. Nota zero pra organização do evento. Se você vai fazer um festival no cu do juda, que providencie meio de transporte pras pessoas IREM EMBORA. Depois da meia noite não tinha trem, não tinha ônibus, táxi era raro. Dito isso, 2 horas esperando táxi, gente surtando, finalmente peguei um táxi, cheguei em casa, dormi. Dia seguinte (sexta) acordei com uma enxaqueca horrível por causa do stress da noite anterior e fiquei na cama até meio dia. Levantei e......... PRAIA!
Resolvi ver no Instagram se muita gente tinha tageado o Andy no show de quinta… no que ue vejo… uma foto de umas meninas com ele na porta de um hotel. Não dava pra ver muito bem, mas dava pra ver um pedaço de uma placa com “[...] Hotels - Deluxe Collection”. QUEEEEE?! eu sei, eu sei, eu tinha falado que não ia atrás do Liam, mas poxa, aquilo apareceu na minha frente, vamos lá né. Dá-lhe Google pra achar onde era esse hotel. No que eu descubro que o hotel fica A 2 QUADRAS DE ONDE EU ESTAVA FICANDO, e eu conseguia ver da minha janela! Hahahaha ow, eu não tava acreditando. Não era possível. Que cagada. Tá, eu ainda não acreditava, o hotel não parecia chique nem nada, não tem vista pro mar. Nada. De noite eu passei lá na frente. Uma movimentação de vans, gente de preto, malas e malas. Chega uma van com uma placa na frente escrito “Foals” e o logo do FIB. Entra o pessoal da banda e vai embora. Nesse dia eu não fui no festival, não compensava. Eu já tinha visto Temples e Blossoms antes, e não ia me estressar pra ver Foals. Então entendi que ali era o hotel que as bandas estavam, fiquei feliz.
Dormi cedo porque sábado… eu acordei cedo… pra ir pro hotel (ah vá!) era o dia do show do Liam. Fui pra porta do hotel às 8h30. Espera. espera. espera. espeeeeera. 9h30 ele chegou com a Debbie, pelo jeito ele tinha saído pra correr. Meu coração estava NA BOCA, eu tremia igual vara verde. O Liam, cara. Ali. Eu me aproximei, ele falou “just a handshake, love, I’m not in the gear yet. Later, ok?” e apontou pra roupa de ginástica hahahahahahahaha nada é mais Liam que não querer tirar foto pq não tá no estilo, NADA. Voltei pro meu “posto” e lá fiquei. Ele foi tomar café. Subiu pro quarto. Saiu de novo (ainda com roupa de ginástica), com a banda toda e com o Paul (haushaushaushausha). Demorou mais de uma hora pra voltar. Voltou. No que ele tava voltando, ouço um grito "LIAAAAAMMM!" e penso "ah mano, mais fã?" e quando olho pra cima é o Pete Doherty, sem camisa, gritando da cobertura. Ele tinha chegado uns 20 minutos antes.
Lááá pelas 13h30 a banda toda desceu, e esperou no hall. Ele desceu, pronto, e todos saíram do hotel. Eu chamei ele, ele não tinha me visto pq eu tava esperando do outro lado da rua. Chamei, ele me viu, falou “ah right! I promised you a picture” <3 Eu mostrei a tatuagem, ele disse “that was in front of my house!” GAAAAAHHHH siiimmmm tiramos a foto, ele entrou em um dos táxis, e eu estava andando na mesma calçada, olhando pra ele nhóóó Ele olhou pra mim e mostrou a língua que nem criança. EU AMO ESSE HOMEEEEMMM!!!
Sim, eu esperei 5 horas pra ver o Liam. E faria tudo de novo!
Depois disso ainda fui pra praia.
Cheguei da praia, tomei banho e bora pro show. O show dele era cedo, 21h30, e o headliner era RedHot Chilli Peppers. Cheguei no festival 18h30, a hora que abria os portões, e fiquei quase na grade. Claro que tava infestado de fã de Red Hot, e só eu e mais um ou outro pra ver o Liam (na frente - lá atrás todo mundo queria ver ele). Tinha duas bandas antes: The Strypes e Dinosaur Jr. Eu estava cercada de adolescentes-meio-surfistas-cabelo-azul, pais com filhas adolescentes e casais. Esses dois últimos ficavam sentando no chão entre os shows, cansados, coitados. hahahaha pediam água pros seguranças. Coisa assim. E eu pensando “amiiiigos, se vcs não estão dando conta de ficar em pé, não vão dar conta do show do Liam” porque 90% do público era inglês, e inglês em show de Oasis não sabe se comportar. Percebi que ia dar ruim quando vi isso e quando pessoas lá atrás começaram a jogar copos de água pra cima e esse pessoal reclamava. “é só água”, pensei. O contraste era chocante quando eu lembrava do show do Stone Roses, quando era TODO MUNDO RETARDADO, ninguém sentado nunca, e copos voando XIXI (e ninguém ligava) - melhor público.
Nisso, antes de começar o show do Liam, eu falei pra um pai que estava com a filha adolescente “olha, se eu fosse vc, deixava eu ficar na frente da sua filha. eu tô aqui SÓ pra ver o Liam e eu vou pular muito” e ele “vc promete que troca de lugar com ela quando acabar?” e eu “promeeeeeto”. eu sabia que ia dar ruim mas não queria ser responsável por machucar a menina.
Começou o show, eu chorei meus pulmões fora em Fuckin in The Bushes (8 anos sem ouvir essa música em abertura de show, perdoa). Rock’n’Roll Star segunda música. Tava muvuca mas suportável. O massacre veio na seguinte, Morning Glory. Ow, OW, OOOOOWWWW, que CAAAAAAAAOS!!!! eu tô acostumada né, inclusive adoro, mas os fãs de Red Hot foram caindo um por um, sendo tirados pelos seguranças, desmaiando, porque não aguentavam o empurra empurra vindo de trás… que era absurdo, confesso. O pai da tal menina chegou a pedir pro Liam parar a música pra tirarem a filha dele (huashaushaushaushauhsauhs). Liam lá, sereno. Você podia ver ele observando o caos, o tumulto, e a saudade que ele tava disso, a satisfação de ver como ele ainda move multidões. Ele queria aquilo mesmo. Bom, os fracos saíram e eu grudei na grade, cantei, chorei, ele olhava pra mim (eu era a doida fã oldschool de Oasis dando escândalo - nada de inusitado). Chorei até em Wonderwall, que vergonha meu deus. Foi lindo demais. No final os roadies deram 2 setlists pros seguranças e eu peguei um (eles viram como eu me esguelei no show e vieram com um direto em mim).
Acabou o show, fui pra casa, não esperei Red Hot porque tava cheio demais e eu tava cansada.
O festival é tipo uma micareta enorme, adolescentes ingleses bêbados e drogados. Eu só vou pelos shows. Peguei um táxi rapidinho e tome cama (dia seguinte teria Kasabian! outro post, vai)

segunda-feira, 20 de março de 2017

a saudade é o prego

O que a gente faz com saudade? Quando ela ocupa uma sala toda e a gente nem pode falar da saudade?
A gente vai sufocando e sofrendo.
Não estou num sofrimento propriamente dito. É que eu sou dramática mesmo.
Não estou num sofrimento mais pela minha maturidade do que pela situação.
Veja, eu poderia estar sofrendo. E, talvez, se tivesse lido um número sem-fim de textos que fincam a bandeira do direito de se apaixonar e quebrar a cara e criar expectativas, eu teria alguns lenços encharcados de lágrimas. Teria me entregue sem olhar pra nada.
Mas a gente cresce e vai aprendendo que é OK sofrer, mas vamos tentar ter um pouco de parcimônia.
E é difícil porque é NOVO, o sentimento é velho mas é novo. sabe?!
Quando eu era adolescente, achava aquela música do Titãs um abuso. É preciso saber viver? E alguém sabe? Vamos vivendo, sendo porra louca e... não.
Então que eu estou num sofrimento de Schrödinger, sofrendo e não sofrendo, viva e morta, só não abre a caixa. Deixa a dúvida, a neblina da paixão suspensa.
É paixão, pronto escrevi. Depois que a gente escreve a primeira vez, solta o monstro da coleira né?!
O famoso prontofalei.
Prontofalei.
Saudades do cabelo ainda úmido, do sorriso, da voz, da presença A PRESENÇA minha e dele, uma presença que ocupa tanto espaço. A consciência da presença que sufoca a gente. Os olhares que trocamos e que não trocamos. O coração cheio. O fim do dia. O fim de semana. O começo das brincadeiras e de confidências bobas.
Tá parei.
Só acho engraçado que...

Nah.
Eu acho que tem saudades do lado de lá do fuso. No outro ainda.
Nas mensagens que chegam de madrugada com qualquer empolgação ingênua, corriqueirices, perguntas do lado de cá e provocações. Como você tá? E a vontade de falar "eu tô com saudades, eu só tô com saudades". Eu trouxe o que vc me emprestou, eu carrego todo dia. E coisas assim, que eu quase escrevo com naturalidade pra você, porque eu sinto fluir de mim pra você, de você pra mim. E pode ser tudo uma grande ilusão da minha parte, mas quem mandou você ter o coração do tamanho do mundo?! Eu posso confundir, então eu guardo a saudades num potinho, e logo logo eu solto ela no chão pra sair correndo quando te ver. Ela vai agarrar no teu pé e vai refletir em mim em forma de sorriso.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

AAAAAH EU PRECISO CONTAR!
Eu sonhei com o Noel! Hahahahaha
Ele estava na minha frente na fila pra alguma coisa, e estava vendo alguma coisa no celular (na horizontal) e eu perguntei “ah, pegou outro celular?” (depois que ele perdeu o celular no Brits) e ele respondeu “não, é o meu, me devolveram!” todo simpático, e começou a me mostrar vários vídeos de bandas novas que ele vem ouvido. E daí, DO NADA, ficamos conversando por muito tempo e viramos amigos.


domingo, 12 de fevereiro de 2017

primera semana

Então chegamos ao final de uma semana. E de um fim de semana também, na verdade.
E eu só fiz o diário de terça, o dia que eu estava mais exausta NA VIDA.
Foram quase 24 horas sem dormir, coisa assim. E eu senti como se segunda (dia da viagem) e terça tivessem sido um dia só, um grande “hoje”.
E, quando paro pra pensar, ainda acho que foi. Estou confundindo terça com quarta, quarta com quinta e por aí vai.

Mas vamos lá. quarta, né?!

Quarta.
Trabalhei ainda na tal coisa que tinha pra entregar. Tarefa que não acabava nunca, na verdade.
Almoçamos em uma hamburgueria mais ou menos. Foi a firma toda, a nossa parte da engenharia. Eu não sou propriamente da engenharia, mas é muito ligado. E também, na minha equipe só tem eu e meu chefe, então nos juntamos mais com eles.
Durante todo o dia foi um furdunço no Slack, no grupo das meninas, sobre o jantar da noite. Siiim, teve “jantar das meninas”, coisa que inclusive os meninos ficaram se perguntando “como assim?”. Nisso que dá trabalhar em uma empresa masculina hahaha.
A Esther conseguiu uma reserva em um restaurante bem novo e badaladinho em Madrid, onde começa com todo mundo comendo e mais de noite (e mais aos fins de semana, não numa quarta) afastam as mesas e vira uma balada. Ele é todo modernoso, lindo demais, um pé direito muito alto, lustres lindos, papel de parede imitando folhas de palmeira. Tomamos um vinho INCRÍVEL de bom e eu pedi um prato chamado ropa vieja cubana con arroz congrí, muuuito bom.
As meninas de lá são INCRÍVEIS, fofas demais, simpáticas. Não tenho palavras. Falamos de tudo, de carreira, da empresa, viagens, de relacionamento (Fernanda, vc é solteira? Aaah esse lugar é ótimo pra conhecer homens bonitos), de Madrid. Tudo, e tudo muito leve. Voltei com uma garota que mora perto de onde eu estou ficando.

Quinta.
Dia puxadíssimo. Acho que nunca encavalei tantas reuniões num dia como na quinta. Pegamos uma salada no almoço, voltamos pro escritório, comemos correndo em reunião ainda. Começamos repassando os relatórios financeiros, passamos pela entrega que estava pendente, company wide meeting, mais reunião. Às 18h começamos a fechar a entrega de sexta, e só terminamos às 22h30. É muito engraçado porque as pessoas acham que eu vim viver no glamour, sentar em uma cadeira de ouro e tomar champanhe o dia todo, e é exatamente o contrário. O emprego é incrível, mas é isso, puxado, tem mil horários, reuniões, entregas, ficamos até tarde no trabalho, comemos correndo enquanto fechamos relatório. Saímos do trabalho tarde da noite e fomos comer no Goiko Grill, onde desavisadamente pedimos um nacho de entrada que tinha sei lá, uns 700g de comida. E ainda tinham os hambúrgueres. ESPANHÓIS SABEM COMER. Maaaais cerveja.

Sexta.
Depois de ir dormir às 2h da manhã (além de eu ter chegado mega tarde em casa, minha mãe me chamou no Hangouts e ligou o vídeo), acordei correndo sem tempo de fazer café. Depois de 2 dias de frio com sol (meu tipo de dia favorito), o dia estava extremamente nublado e feio. Fui correndo no trabalho e parei num Starbucks no meio do caminho pra pegar alguma coisa pra comer (tem muita comida no trabalho mas eu preciso de café da manhã reforçado e não me sentiria bem comento tanto lá hahaha). Saindo do Starbucks, notei alguma coisa caindo na minha cabeça e pensei “que chuva chata e esquisita” e, quando notei… era neve! porra, NEVE! eu nunca tinha visto neve, e esse definitivamente não era como eu imaginava ver pela primeira vez. Café na mão, atrasada pra primeira reunião do dia, despreparada.
Quando cheguei na minha mesa, notei que nevava um pouco mais forte, mas não fui lá fora. Sem pressa, ainda vou poder curtir a neve do jeito que se deve.
A empresa tem um negócio muito legal chamado Open Source Friday (OSF pros íntimos), onde a cada 15 dias cada um pode passar o dia todo em um projeto pessoal. Tem uma reunião no começo do dia pra cada um falar no que pretende trabalhar nas próximas horas, e os outros podem tirar dúvidas e dar dicas. Incrível. Trabalhei no começo do scraping dos meus dados, e vi que na realidade eu tenho que começar com crawling deles, o que toma um tempo do caramba. Almoçamos no mercado, parecido com um mercado municipal, e peguei um wrap. Na verdade ainda pegamos pra viagem e todos comemos na cozinha da firma. Ah, o OSF tem uma reunião no fim da tarde também para cada um mostrar o que conseguiu alcançar. Quando eu falo reunião do OSF, é na verdade a gente no sofá de uma maneira descontraída. OSF é amor <3.
Terminamos tomando cerveja e trabalhando um pouco mais. Seeeempre isso, pelo jeito. Peguei um puzzle (uma caixa com um objeto dentro que eu tinha que tirar) que estava na mesa achando que seria difícil de resolver e consegui em 40 segundo hoje (domingo).

Sábado.
Chuva, chuva, chuva.
O pessoal me chamou pra uma degustação de cerveja perto de uma região de museus muito bonita. Mas estava chovendoooo. Ainda passei pelo parque do Retiro, que é lindo, mas… chovendo. sem fotos.
Tomamos cerveja no Be Hoppy e eu passei por algo que eu tinha lido que acontece aqui, mas não tinha acreditado. Pulamos de bar em bar. 4 bares, pra ser mais exata. Por que, meu deus? E os bares nem perto eram. Quando via, já estava num uber com o pessoal, entrando em outro lugar, pegando outra cerveja.
No primeiro bar, Be Hoppy, tinham algumas tapas… comidinhas em conserva num palito.
No segundo bar, Casa Revuelta, tomamos uma cerveja qualquer e comemos um bolinho de bacalao extremamente gorduroso, mas eu gostei.
No terceiro bar, Restaurante Viejo Madrid, inventaram de pedir um prato chamado Callos, que é estômago de porco num molho sei lá do que. Pedimos também Huevos Estrellados, que é ovo com batata frita (???), que estava muito bom.
E por último fomos em algum bar que simplesmente não faço ideia o nome, mas me disseram que vão lá sempre, então terei tempo e consciência pra ir lá sóbria hahahaha.
Voltei pra casa às 22h. Deus, chega de álcool.

Domingo.
Dormi, finalmente. Acordei às 9h com enxaqueca, tomei remédio e fui na cama até 13h. Acordei, tomei café, fiquei com a Dani numa chamada em vídeo no whatsapp, estudei. Fui até o Burger King e descobri que o Whopper daqui não tem queijo, OI???? não me decepcione, Espanha! Peguei pão, jamón e queijo edam e vim pra casa. Estudei mais um pouco e deu, vamos nanar pq são quase meia noite e amanhã tem mais labuta. Ah, continua chovendo.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Día 1 - Madrid

Então eu cheguei em Madrid, chegueeeei! Cheguei de madrugada, depois de um vôo longo e cansativo. Cheguei às 5 e pouca da manhã. Passei pela imigração, onde o fiscal disse que eu tinha uma pronúncia boa (???) sendo que troquei meia dúzia de palavras com ele, e em voz baixa pq eu tenho vergonha desse meu "espanhol". Peguei minha mala rápido, o rapaz do táxi estava me esperando com uma plaquinha com meu nome (achievement unlocked!) e ele também foi super rápido pra chegar na empresa (Barajas não é tão longe do centro). Umas 6h20 eu já estava lá, esperando a Esther. Subimos, ela me apresentou o escritório, me deu minha camiseta e minha caneca (com meu nomeeee), e me disse que eu poderia fazer o que quisesse até a hora do checkin na casa. Só que né, Fernandinha neurótica... disse que precisava entregar um negócio ainda hoje pro chefe e ela me deixou com um computador pra eu já agilizar o trabalho. Conclusão... sai de lá às 20h30, claro. O lugar é incrível, as pessoas são fofas demais. Já estou apaixonada por eles, pelos espanhóis, por Madri. Quase não vi a cidade de dia porque cheguei aqui de noite e saí de noite, só saímos pra almoçar a 2 quadras do escritório. A cozinha tem uma porrada de comida pra pegar, fica lá, é só chegar. Tem refrigerante, fruta, sucrilhos, brownie, café, chá, iogurte, saladinha, cerveja... C E R V E J A. e por falar em cerveja, quando me apresentaram a cozinha, tinha 2 garrafas de vinho vazias na pia. EITA POVO NÉ, como não amar <3 Trabalhei o dia todo, terminei finalmente o que eu tinha que entregar e voltei pra casa, larguei a mala e saí pra fazer um mercado pra comprar uma jantinha e alguma coisa pro café da manhã. Jamón, €1. Queijo emental, €1,30. Se eu já não morasse aqui, ia falar "meu deus, quero morar nessa cidade" HAHAHAHAHAHAHAHA oh well!

E é muito engraçado que esse começo, claro, é um esforço diário e constante em entender que EU NAO ESTOU AQUI DE FÉRIAS. Eu não preciso me preocupar em gastar em euros, porque EU GANHO EM EUROS. Que eu vou ter uma casa aqui, essa cidade é minha também. Demora pra gente criar esse sentimento de pertencimento, especialmente quando não falamos a língua, mas é uma questão de tempo, não tem porque eu me pressionar. Além do que me mudei e mês que vem fico 2 semanas em SP, depois volto em maio pra buscar os gatos, então tem todo esse tempo de adaptação. Sem se cobrar demais, Fernanda.

Enfim, diariozinho besta, mas importante fazer pra eu lembrar mais pra frente. Estou exausta, preciso de um banho e cama, afinal são mais de 24 horas sem pregar o olho decentemente. Mas adrenalina eh isso.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

a flor que brotou no pântano

Eu e minha terapeuta tínhamos muitas discussões acerca da minha criatividade.
Eu cismava que não tinha nenhuma, que era uma mente fechada e quadrada, que nunca criaria nunca por conta própria. Uma frustração eterna.
Ela cismava que não, que eu só não tinha encontrado ainda algo que disparasse minha criatividade, que estimulasse ela a brotar, que inspirasse meu coração.
E então eu encontrei a Ciência de Dados e meus olhos brilharam... minha mente começou a coçar. E adivinha? As ideias vêm brotando. Projetos pipocam na minha cabeça. Eu sorrio sozinha, sobe um rush de adrenalina pela espinha, de emoção, e me dá uma genuína vontade de chorar, tamanha surpresa dessa capacidade surgindo dentro de mim. É como ver uma florzinha nascendo do meio do pântano.
Meu chefe* me incumbiu de encontrar um projeto pra chamar de meu, já que na empresa tem um espaço de discussões de projetos pessoais com reuniões periódicas onde todos compartilham o que querem fazer, se ajudam etc.
Estava quebrando a cabeça, já que seria bacana o projeto ter princípios do que usamos no trabalho, até que eu tive UMA IDEIA LINDA. Fiquei animada mas assustada com a complexidade. Mil coisas pra resolver antes de botar em prática. Aquela coisa, complicada de executar, claro... mas qual a graça de deep learning se não tiver desafios? Se não misturar conceitos, métodos, algoritmos?

Sra. Criatividade, seja bem vinda, estive esperando por você minha vida toda. <3 br="">



* - ainda preciso escrever sobre meu trabalho novo, mas isso é oooutra história. :)

sábado, 22 de outubro de 2016

Pode me chamar de doida agora

DisorderResult
ParanoidHigh
SchizoidModerate
SchizotypalHigh
AntisocialModerate
BorderlineModerate
HistrionicLow
NarcissisticModerate
AvoidantHigh
DependentModerate
Obsessive-CompulsiveHigh
Personality Disorder Test --
-- $linkText2 --


DisorderYour Score
Major Depression:Slight
Dysthymia:High-Moderate
Bipolar Disorder:Slight-Moderate
Cyclothymia:Slight-Moderate
Seasonal Affective Disorder:Moderate
Postpartum Depression:N/A
Take the Depression Test

domingo, 9 de outubro de 2016

standing on the shoulders of giants

mais sobre o título

Eu sempre disse que a Física me forjou. Forjou a força que eu tive pra fazer tudo na vida. Toda a força, resistência, fé que eu tenho em mim e no meu potencial, eu tenho por causa da Física. As disciplinas em si são de uma dificuldade absurda. Os professores não tornam nada mais fácil (muito pelo contrário). A pressão psicológica de ver 40 alunos entrarem no curso, e 6 se formarem, é algo que pode te afogar ou te estimular. Eu, teimosa, quis ir até o fim, tanto pela paixão quanto pra contrariar as estatísticas do "você nunca vai se formar".

E desde então, qualquer desafio me parece fácil. Perto da Física, tudo que eu passei foi fichinha. Trabalhar como trader de Bovespa com investidores estrangeiros foi mamão com açúcar. Esse é meu parâmetro. Sempre que me perguntam se uma coisa foi difícil, eu falo "ah, nada comparado à Física".

E então eu volto pra ela. Volto com um amor tão maior por tudo, mas vem também o frio na espinha. Porque é muito fácil você saber que aquele desafio, o maior do mundo, ficou pra trás. Difícil é você encará-lo de novo, depois de tanto tempo. Eu escolhi um dos professores mais inteligentes e exigentes de todo o Instituto pra ser meu orientador. Absolutamente tudo que eu estou me propondo a fazer é cada vez mais difícil. Meu tema, meu professor, meu projeto. Mas eu não tenho o medo de antes. Eu não sei porquê, eu simplesmente confio.
Sei que o trabalho vai ser exaustivo demais. Estudar pra prova do mestrado, o mestrado em si, o projeto de doutorado (UK, here I go!), tudo é grandioso, maravilhoso, tudo que eu sempre quis mas tive medo de enfrentar, por não me achar capaz, por falar "eu não sou inteligente, eu sou dedicada, só isso". Enquanto todos os meus amigos e familiares buzinavam na minha orelha "você é TÃO inteligente Fernanda, vai! não olha pra trás!" e todos eles estão comigo. Todos extremamente felizes por eu estar trilhando tudo isso. Tudo novo. Hard as hell, but I love it.