sábado, 9 de dezembro de 2017

bad days. bad dates.

Pois eu estou saindo com um cara. Nada sério, porém constante. Ele acabou de sair de um relacionamento longo, eu estou entre-viagens. Mas a gente se curte, então estamos vivendo o hoje, dando risada, levando de uma maneira bem leve. Ontem fizemos o famoso combo jantar + cinema e meu deus, foi horrível. Pior date do ano. Ele estava esquisito, tenso. Eu notei isso logo no começo e fiquei azeda e quieta o resto da noite. No final nos despedimos e ele perguntou "vc se divertiu?" e eu fui bem clara "não". Conversamos, e ele admitiu que tava meio esquisito, mas não sabia explicar o porquê. E depois de eu soltar uns "ah, sei lá, se não for pros dois estarem curtindo, qual o propósito?" ele soltou a frase mais sensacional da noite (tá, não foi difícil levando em conta a noite horrível que tava sendo, mas): "Fe, all of this is not as fragile as you might think. We can have bad dates, and it's OK. It's just a day. We're not super good every day."



Bonitinho, você tá certo. A vida, os encontros, os relacionamentos, não são só feitos de momentos incríveis, mas também desses dias estranhos, nublados, e mesmo assim a gente pode querer ver o outro. Mesmo sabendo que a gente não tá 100%. A gente pode ter dias ruins. Faz parte, e faz parte também a gente não querer isso, tentar evitar, ver como errado e que precisamos mudar urgentemente. Mas é mais saudável aceitar que a vida é assim, e que não é o fim do mundo. Amanhã é outro dia, amanhã estaremos melhor, amanhã faremos outras coisas e daremos outras risadas, ou teremos outro climão. E tá tudo bem.

Waterloo sunset

4ª vez em Londres. Aceitei o convite sem saber o propósito da viagem, aceitei ficar em um hostel diferente do que eu gosto, aceitei abrir mão de visitar Abbey Road pois parceira não sabia do que se tratava. Perdi as contas de quantas vezes ouvi "odeio Londres, nunca moraria aqui, que cidade deprimente" umas 500 vezes. Mas Londres cria um escudo em mim que protege de toda má energia, de todo bode. Sorri quando visitei Tower Bridge, Buckingham, London Eye, Camden. Revi os quadros que eu amo da National Gallery, me impressionei de novo com a baleia, tive medo de novo das múmias. Passei pela frente de onde fiz minha primeira tatuagem. Fiquei chateada quando vi a Berwick Street fechada (e minha foto?) Pela primeira vez visitei Little Venice e o David Bowie Memorial. Obviamente fui num show inesquecível de uma banda que eu amo, fiquei rouca, descabelada, com os pés doendo. Nem eu entendo a relação que eu tenho com Londres, uma fascinação que nasceu quando eu tinha 13 anos. Enfim, fechei o ano com chave de ouro, fazendo o que eu mais amo. <3

sábado, 11 de novembro de 2017

obrigada, Raul

a desgraça que é ser romântica. a desgraça que é gostar de alguém.

pois que eu tive o primeiro encontro pós-Raul e... que lástima. sei lá, tinha tudo pra "dar certo", o cara era de exatas que nem eu, tinha os mesmos papos que eu. mas a química, cadê? a gente se despediu. eu não pedi pra ele me avisar quando chegasse em casa. a raridade que é isso acontecer, porque eu SEMPRE peço pro cara me avisar quando chegar em casa. o cara, ou os meus amigos, é um procedimento de praxe pra mim. eu só dei tchau.

quanto mais eu penso mais eu chego à conclusão que eu estava curtindo bastante o Raul. Pior que a gente tinha quase nada, ou nada, parecidos. A gente não assistia os mesmos filmes, as mesmas séries, a gente não tinha as mesmas referências de vida. E mesmo assim a gente curtia a companhia um do outro. Que cara incrível. Pior que ele tinha tanta coisa "contra" ele. Referências culturais e científicas que, pra mim, sempre foram "essenciais", ele desconhecia. mas me convidava pra jogar boliche, e dançava quando ganhava.

É, eu acho que não exagerei quando ponderei que estava gostando dele. E paciência que as coisas deram no que deram. Foram semanas incríveis, e a gente tem que reconhecer os bons momentos, sem tentar se apegar a uma perpetuação que é rara. Obrigada, Raul.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

« title naming suggestion »

Passou e eu nem vi. Mentira, vi sim, e sofri. A minha primeira Hackathon.
tl;dr: hackathon é uma maratona de programação na qual desenvolvedores se reúnem por horas, dias ou até semanas, a fim de explorar dados abertos, desvendar códigos e sistemas lógicos, discutir novas ideias e desenvolver projetos de software.
A gente teve um retiro de 2 dias em uma casa nas montanhas, com piscina, churrasqueira, cerveja à vontade, e a tão temida (pra mim) Hackathon. Eu, uma novata em programação, que sempre programei do jeito acadêmico porco, teria que 1) ter uma ideia de projeto 2) montar uma equipe 3) desenvolver o projeto 4) fazer uma demo no fim dos 2 dias. E, no fim, os 2 primeiros colocados ganhariam um pequeno prêmio.
E eu estava morrendo de medo, já que trabalho com um monte de desenvolvedor MONSTRO. Eu, uma formiguinha. Mas lá fomos.
Na reunião de brainstorming um dia antes de começar um evento, nada de ideias. Eu pensava, e nada. Até que PLIM, veio! Sugeri, parecia idiota de início.
PLIM [2]: um desenvolvedor que eu respeito muito quis participar do meu time, ele curtiu minha ideia... <3 coração ficou quentinho.
Trabalhamos segunda e terça, e nada de código funcionar (hahahaha não diiiga). Basicamente porque nosso projeto usa 2 outros projetos desenvolvidos in house e ambos estão ainda em desenvolvimento, ou seja, tudo está mudando o tempo todo e os erros vão acontecer. Somado a isso, admito que eu não tinha familiaridade com o primeiro projeto que usamos.
Ou seja, eu estava me lascando, o código só dava erro, eu não sei usar o Docker, containeres, images, GAAAAAAAHHHH. A frustração veio, eu queria chorar, não tinha nada pra mostrar na demo, que vergonha meu deus. Meu parceiro de time teve que ir embora no começo do segundo dia, então eu ia passar vergonha sozinha.
Fiz uma apresentação bonitinha, explicando a motivação, o problema, a abordagem, e o método em si, mas nada de código. E a ideia é legal também porque pode fazer parte do nosso produto no futuro. E, no final, nosso CEO disse que teve uma reunião naquela mesma manhã com um possível investidor em que ele perguntou sobre exatamente a minha ideia, e ele nem sabia disso. Mas lá estava eu, descrente que receberia QUALQUER voto - que, uma maratona de programação sem demo? rá. Apuração começou e, pra minha surpresa, eu não só tive votos, como vários votos! EU FIQUEI EM 2º lugar! Eu, Fernandinha, fiquei em 2º lugar em uma maratona de programação, sem demo, e perdi pro vencedor por UM VOTO.



Eu fiquei sem reação, felizona, esperançosa. Nosso CEO sugeriu que criássemos um repo de verdade no perfil da empresa, e esse projeto vai ser tocado seriamente. Mais tarde, outro colega pediu pra participar da nossa equipe, e agora somos 3, desenvolvendo um feature DE VERDADE pro nosso produto, e eu estou num misto de surpresa, orgulho e um pouco de medo.
E assim, de novo isso. De novo eu olho pra minha auto estima e penso "caralho". Porque é uma boa ideia, eu montei uma boa equipe, o conceito envolve não só algo que se torna um produto, mas que combina projetos desenvolvidos in house, e eu duvido de mim mesma. E eu rotulo como fracasso desde o começo. E eu me levo a acreditar que sou ruim se me comparo com os profissionais incríveis que trabalho. Não é fácil, mas isso vai mudar, ô se vai.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

a solidão da multidão

Não à toa o Hemingway (até onde eu saiba) só escrevia bêbado. Tudo flui.

Tem uma banda aí famosinha que eu e Ana somos amigas dos músicos. Eles são pessoas incríveis, sensíveis, gente boníssima. Conhecemos eles desde 2011, fom.M=os a inúmeros shows, backstages. Temos mil histórias pra contar. E, conforme o tempo foi passando, fomos nos dando conta de quão patética, falsa, superficial e hipócrita é a galera que cerca os músicos. Nos afastamos, apesar de sempre guardá-los nos nossos corações.
Lembro do aniversário de um deles ano passado. Eu fui, despretensiosa. Chego no bar, aquela renca de menina vestida igual, agindo igual, "descoladas", "couve", "tiro", "MD". Eu, enojada, sentada no canto com minha amiga, conversando com outros músicas sobre mil coisas. No final da festa, fui conversar com o aniversariante. A gente costumava sair. Ele me olhou de uma maneira extremamente terna e íntima, e disse que estava muito feliz que eu tinha ido. Que me admirava, que a gente tinha um vinculo sincero, e ele percebia que eu não era interesseira e não estava ali pelo "rolê", pelos VIPs, pelo 'status'. Que eu era especial, no sentido de ser sincera e boa, num meio em que isso é raríssimo. Corta pra esse ano, descobri 2 perfis no Twitter que, bem. São de 2 garotas idiotas. Elas se vangloriam de cheirar cocaína, tomar MD e beijar meninas. Elas expõem a vida de backstage e agem como groupies amadoras. Elas andam com esses caras, mas não os ouvem, não admiram eles, não tratam eles enquanto outros seres humanos. Me conta, de que adianta você se vangloriar de andar com pessoas sensíveis, se você é uma ameba?

terça-feira, 1 de agosto de 2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

FIB 2017 - Liam!

Eu ainda não escrevi aqui sobre o Benicassim e temo que se eu não o fizer logo, vai sumir da minha cabecinha. Apesar de eu considerar tudo inesquecível, as coisas boas somem da minha cabeça (aaaah vá).

Eu não sou uma pessoa louca por festivais, muito pelo contrário, pra mim é como uma micareta onde as pessoas não levam as bandas a sério e estão lá pelo desfile de moda, coroa de flor e glitter na cara. (sou velha, eu sei). Então, pra mim, ver um festival com Ride, Liam Gallagher e Kasabian foi um misto de alegria (de ver todo mundo num evento só) com desespero (festivaaaais, argh). Mas tudo bem, eu não ia desistir de ver bandas que eu amo por causa de adolescente né.

Tudo começou (há um tempo atrás na ilha do sooool) na quarta (12), quando eu estava arrumando a mala e fazendo um Hangouts com a Ana. Ela me perguntou “vc vai atrás do Liam no hotel?” e eu nem tinha considerado isso antes. Respondi “não, não, eu já vi ele uma vez, tô de boa” porque foi o que eu sempre pensei, mas no fundo da minha mente fiquei “hhhmmm, seráááá”. Porque aqui não é tão comum ter gente no hotel, então estaria vazio, e a chance seria maior. Será?
Peguei a estrada na quinta (13), primeiro dia de festival. Benicassim é uma praia de Castellón (pensa em Ilhabela que é dentro de São Sebastião), e são 4 horas de estrada de Madri até Castellón.
Cheguei no AirBnb lá pelas 13h, botei um biquini, desfiz a mala (nessa ordem) e fui pra praia (eeeeee!!!). O primeiro show que eu queria ver era Ride, às 20h50 acho haha.
Voltei e fui pro festival. Um trânsito filhodaputa até Benicassim, já que todo mundo tava indo pra lá, fila pra pegar a pulseira, fila pra entrar, cheguei em cima da hora. O show foi lindo, incrível, foi a piração que eu imaginei... mas que público mala do caralho que não calava a boca. Quer me tirar do sério é conversar em show. PUTAQUEPARIU. Como diz meu irmão, “quer conversar vai na Hebe”, acho um desrespeito. Enfim. Fiquei dando banda, assisti Courteeners e Jesus and Mary Chain, que fechava aquela noite (acho?). Pra voltar, uma fila ABSURDAMENTE GRANDE pra pegar o táxi. Nota zero pra organização do evento. Se você vai fazer um festival no cu do juda, que providencie meio de transporte pras pessoas IREM EMBORA. Depois da meia noite não tinha trem, não tinha ônibus, táxi era raro. Dito isso, 2 horas esperando táxi, gente surtando, finalmente peguei um táxi, cheguei em casa, dormi. Dia seguinte (sexta) acordei com uma enxaqueca horrível por causa do stress da noite anterior e fiquei na cama até meio dia. Levantei e......... PRAIA!
Resolvi ver no Instagram se muita gente tinha tageado o Andy no show de quinta… no que ue vejo… uma foto de umas meninas com ele na porta de um hotel. Não dava pra ver muito bem, mas dava pra ver um pedaço de uma placa com “[...] Hotels - Deluxe Collection”. QUEEEEE?! eu sei, eu sei, eu tinha falado que não ia atrás do Liam, mas poxa, aquilo apareceu na minha frente, vamos lá né. Dá-lhe Google pra achar onde era esse hotel. No que eu descubro que o hotel fica A 2 QUADRAS DE ONDE EU ESTAVA FICANDO, e eu conseguia ver da minha janela! Hahahaha ow, eu não tava acreditando. Não era possível. Que cagada. Tá, eu ainda não acreditava, o hotel não parecia chique nem nada, não tem vista pro mar. Nada. De noite eu passei lá na frente. Uma movimentação de vans, gente de preto, malas e malas. Chega uma van com uma placa na frente escrito “Foals” e o logo do FIB. Entra o pessoal da banda e vai embora. Nesse dia eu não fui no festival, não compensava. Eu já tinha visto Temples e Blossoms antes, e não ia me estressar pra ver Foals. Então entendi que ali era o hotel que as bandas estavam, fiquei feliz.
Dormi cedo porque sábado… eu acordei cedo… pra ir pro hotel (ah vá!) era o dia do show do Liam. Fui pra porta do hotel às 8h30. Espera. espera. espera. espeeeeera. 9h30 ele chegou com a Debbie, pelo jeito ele tinha saído pra correr. Meu coração estava NA BOCA, eu tremia igual vara verde. O Liam, cara. Ali. Eu me aproximei, ele falou “just a handshake, love, I’m not in the gear yet. Later, ok?” e apontou pra roupa de ginástica hahahahahahahaha nada é mais Liam que não querer tirar foto pq não tá no estilo, NADA. Voltei pro meu “posto” e lá fiquei. Ele foi tomar café. Subiu pro quarto. Saiu de novo (ainda com roupa de ginástica), com a banda toda e com o Paul (haushaushaushausha). Demorou mais de uma hora pra voltar. Voltou. No que ele tava voltando, ouço um grito "LIAAAAAMMM!" e penso "ah mano, mais fã?" e quando olho pra cima é o Pete Doherty, sem camisa, gritando da cobertura. Ele tinha chegado uns 20 minutos antes.
Lááá pelas 13h30 a banda toda desceu, e esperou no hall. Ele desceu, pronto, e todos saíram do hotel. Eu chamei ele, ele não tinha me visto pq eu tava esperando do outro lado da rua. Chamei, ele me viu, falou “ah right! I promised you a picture” <3 Eu mostrei a tatuagem, ele disse “that was in front of my house!” GAAAAAHHHH siiimmmm tiramos a foto, ele entrou em um dos táxis, e eu estava andando na mesma calçada, olhando pra ele nhóóó Ele olhou pra mim e mostrou a língua que nem criança. EU AMO ESSE HOMEEEEMMM!!!
Sim, eu esperei 5 horas pra ver o Liam. E faria tudo de novo!
Depois disso ainda fui pra praia.
Cheguei da praia, tomei banho e bora pro show. O show dele era cedo, 21h30, e o headliner era RedHot Chilli Peppers. Cheguei no festival 18h30, a hora que abria os portões, e fiquei quase na grade. Claro que tava infestado de fã de Red Hot, e só eu e mais um ou outro pra ver o Liam (na frente - lá atrás todo mundo queria ver ele). Tinha duas bandas antes: The Strypes e Dinosaur Jr. Eu estava cercada de adolescentes-meio-surfistas-cabelo-azul, pais com filhas adolescentes e casais. Esses dois últimos ficavam sentando no chão entre os shows, cansados, coitados. hahahaha pediam água pros seguranças. Coisa assim. E eu pensando “amiiiigos, se vcs não estão dando conta de ficar em pé, não vão dar conta do show do Liam” porque 90% do público era inglês, e inglês em show de Oasis não sabe se comportar. Percebi que ia dar ruim quando vi isso e quando pessoas lá atrás começaram a jogar copos de água pra cima e esse pessoal reclamava. “é só água”, pensei. O contraste era chocante quando eu lembrava do show do Stone Roses, quando era TODO MUNDO RETARDADO, ninguém sentado nunca, e copos voando XIXI (e ninguém ligava) - melhor público.
Nisso, antes de começar o show do Liam, eu falei pra um pai que estava com a filha adolescente “olha, se eu fosse vc, deixava eu ficar na frente da sua filha. eu tô aqui SÓ pra ver o Liam e eu vou pular muito” e ele “vc promete que troca de lugar com ela quando acabar?” e eu “promeeeeeto”. eu sabia que ia dar ruim mas não queria ser responsável por machucar a menina.
Começou o show, eu chorei meus pulmões fora em Fuckin in The Bushes (8 anos sem ouvir essa música em abertura de show, perdoa). Rock’n’Roll Star segunda música. Tava muvuca mas suportável. O massacre veio na seguinte, Morning Glory. Ow, OW, OOOOOWWWW, que CAAAAAAAAOS!!!! eu tô acostumada né, inclusive adoro, mas os fãs de Red Hot foram caindo um por um, sendo tirados pelos seguranças, desmaiando, porque não aguentavam o empurra empurra vindo de trás… que era absurdo, confesso. O pai da tal menina chegou a pedir pro Liam parar a música pra tirarem a filha dele (huashaushaushaushauhsauhs). Liam lá, sereno. Você podia ver ele observando o caos, o tumulto, e a saudade que ele tava disso, a satisfação de ver como ele ainda move multidões. Ele queria aquilo mesmo. Bom, os fracos saíram e eu grudei na grade, cantei, chorei, ele olhava pra mim (eu era a doida fã oldschool de Oasis dando escândalo - nada de inusitado). Chorei até em Wonderwall, que vergonha meu deus. Foi lindo demais. No final os roadies deram 2 setlists pros seguranças e eu peguei um (eles viram como eu me esguelei no show e vieram com um direto em mim).
Acabou o show, fui pra casa, não esperei Red Hot porque tava cheio demais e eu tava cansada.
O festival é tipo uma micareta enorme, adolescentes ingleses bêbados e drogados. Eu só vou pelos shows. Peguei um táxi rapidinho e tome cama (dia seguinte teria Kasabian! outro post, vai)

segunda-feira, 20 de março de 2017

a saudade é o prego

O que a gente faz com saudade? Quando ela ocupa uma sala toda e a gente nem pode falar da saudade?
A gente vai sufocando e sofrendo.
Não estou num sofrimento propriamente dito. É que eu sou dramática mesmo.
Não estou num sofrimento mais pela minha maturidade do que pela situação.
Veja, eu poderia estar sofrendo. E, talvez, se tivesse lido um número sem-fim de textos que fincam a bandeira do direito de se apaixonar e quebrar a cara e criar expectativas, eu teria alguns lenços encharcados de lágrimas. Teria me entregue sem olhar pra nada.
Mas a gente cresce e vai aprendendo que é OK sofrer, mas vamos tentar ter um pouco de parcimônia.
E é difícil porque é NOVO, o sentimento é velho mas é novo. sabe?!
Quando eu era adolescente, achava aquela música do Titãs um abuso. É preciso saber viver? E alguém sabe? Vamos vivendo, sendo porra louca e... não.
Então que eu estou num sofrimento de Schrödinger, sofrendo e não sofrendo, viva e morta, só não abre a caixa. Deixa a dúvida, a neblina da paixão suspensa.
É paixão, pronto escrevi. Depois que a gente escreve a primeira vez, solta o monstro da coleira né?!
O famoso prontofalei.
Prontofalei.
Saudades do cabelo ainda úmido, do sorriso, da voz, da presença A PRESENÇA minha e dele, uma presença que ocupa tanto espaço. A consciência da presença que sufoca a gente. Os olhares que trocamos e que não trocamos. O coração cheio. O fim do dia. O fim de semana. O começo das brincadeiras e de confidências bobas.
Tá parei.
Só acho engraçado que...

Nah.
Eu acho que tem saudades do lado de lá do fuso. No outro ainda.
Nas mensagens que chegam de madrugada com qualquer empolgação ingênua, corriqueirices, perguntas do lado de cá e provocações. Como você tá? E a vontade de falar "eu tô com saudades, eu só tô com saudades". Eu trouxe o que vc me emprestou, eu carrego todo dia. E coisas assim, que eu quase escrevo com naturalidade pra você, porque eu sinto fluir de mim pra você, de você pra mim. E pode ser tudo uma grande ilusão da minha parte, mas quem mandou você ter o coração do tamanho do mundo?! Eu posso confundir, então eu guardo a saudades num potinho, e logo logo eu solto ela no chão pra sair correndo quando te ver. Ela vai agarrar no teu pé e vai refletir em mim em forma de sorriso.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

AAAAAH EU PRECISO CONTAR!
Eu sonhei com o Noel! Hahahahaha
Ele estava na minha frente na fila pra alguma coisa, e estava vendo alguma coisa no celular (na horizontal) e eu perguntei “ah, pegou outro celular?” (depois que ele perdeu o celular no Brits) e ele respondeu “não, é o meu, me devolveram!” todo simpático, e começou a me mostrar vários vídeos de bandas novas que ele vem ouvido. E daí, DO NADA, ficamos conversando por muito tempo e viramos amigos.